O que será isso que todos nós aguardamos? Que chega sem avisar e devasta o que vê pela frente? Essa despedida sem hora marcada é tão estranha para os que ficam... O pior de tudo é não poder dizer um simples adeus, e mesmo quando isto é feito, há a angústia de não saber como será dali pra frente pra quem ficou e pra quem se foi. Então, nos pegamos pedindo pra Deus, ou no que cada um tem fé, para que tudo fique bem e que a dor de perder algo importante passe o mais rápido possível. Pedimos que algo feche o buraco que uma partida eterna causou, apesar de saber que mesmo que a dor passe é só momentaneamente, pois as lembranças são eternas e elas insistem em aparecer quando a gente menos espera. Mas porque tem que ser assim, tão duro, triste e difícil? Estamos todos aqui sem saber se amanhã veremos aqueles que amamos. Viver uma única vez ou viver várias vidas... Quem somos nós, simples mortais, para dizer com total certeza o que acontece depois da partida? A única coisa pela qual temos certeza é que um dia descobriremos isso, mesmo que não tenhamos mais consciência do fato. Tantas perguntas, tantas teorias e no final nenhuma resposta concreta. Viver em um cronômetro inverso, onde cada segundo significa menos tempo de vida é tão doloroso. Não ter respostas para nossos questionamentos dói tanto quanto. Nós, humanos, nos achamos tão superiores a tudo, porém vivemos com um medo trancado dentro de nós, como se fôssemos crianças. Com medo de que o cronômetro zere para nós ou para quem amamos. Mas a única coisa que podemos fazer é esperar e torcer para que ainda falte muito. Então, qual o sentido de viver esperando pela morte? Qual sentido de continuar vivendo sem quem mais amamos? Oh, isso é enlouquecedor.
[ Now playing: Good Charlotte - Emotionless ]





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