Era só mais uma manhã de sábado como qualquer outra... Mas não para todo mundo. Heloise sentou-se na janela de seu quarto e fitou o vazio mergulhada em seus pensamentos. Às vezes parecia uma estátua, mas esta chorava. Estava imersa em sua crise interna e viver parecia não fazer mais sentido para ela. Tudo em sua vida sempre deu errado, sempre fora enganada pelas pessoas, sempre fora sincera e amorosa demais e tudo o que recebeu do mundo foi decepção e crítica. Ela não sabia das respostas de todas as perguntas que fazia para si mesma, e às vezes, não sabia se estava conversando consigo mesma ou se lamentando a Deus por ter lhe dado esta vida. A tristeza estava instalada no coração de Heloise, não havia como negar. Horas depois, sua mãe, Marta, a chama para ir almoçar e quando desce as escadas percebe que toda sua família está reunida. Então, Heloise imediatamente lança um esplêndido sorriso e permanece com este seu ar delicado e contente por todo o dia. Quem a vê nota uma menina normal e satisfeita com tudo. Alegre com o rumo que sua vida tem tomado. Uma menina simples, educada e sem problemas. Mal sabem que horas depois, antes de ir dormir, a menina perfeita teve seu rímel borrado. Está soluçando de tanto chorar. Tem seu coração doendo. E infinitas perguntas sem respostas.
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